Compras, reconstruídas
como sistema.
O núcleo de compras de uma operação de mineração rodava no braço: cada pedido lido, classificado e digitado à mão no ERP. Reconstruímos esse núcleo como uma operação de agentes coordenados. Ela entrou em produção, dentro do sistema que a empresa já usava.
Cada pedido de compra passava por uma pessoa lendo a nota, conferindo a amostra, achando o código certo no catálogo e digitando tudo no ERP. Levava cerca de 30 minutos, dependia de quem estava na cadeira, e um dígito errado virava um lançamento errado lá dentro. O gargalo não era o sistema. Era o trabalho manual em cima dele.
Nota fiscal e amostra de carga chegam em PDF, foto ou XML.
Um agente extrai itens, quantidades e fornecedor. Outro lê a amostra.
O material é classificado contra o catálogo, com confiança medida e registrada.
O comprador revê e aprova. Nada é gravado sem um humano no loop.
O pedido é lançado dentro do ERP, de forma transacional, e relido para conferência.
Não em cima.
Dentro.
A maior parte das ferramentas de IA fica do lado de fora do ERP, empurrando dado por integração frágil. Aqui foi diferente. Os agentes gravam transacionalmente dentro do Protheus. Cada escrita é confirmada por um humano e relida em seguida, para conferir que o que foi gravado é o que foi aprovado. Reversível e auditável.
Integração dentro do Protheus é a parte que ninguém resolve com um conector pronto. Foi ali que o sistema provou seu valor.